quarta-feira, 8 de abril de 2020

Onde fui parar?

Eu me perdi.
Não falo especificamente da minha profissão, do meu relacionamento amoroso, do caminho que uso para ir ao trabalho. Não. Falo de mim.
Realmente não sei como aconteceu. Eu juro que estava bem aqui. Acordei numa segunda-feira qualquer, coloquei uma máscara neutra no rosto e fui pro ponto de ônibus. Acho que era fevereiro de 2019. De repente, acordei com dor de cabeça e dor nas costas e já era novembro. Com o corpo pesado e cansado, a saúde ruim, o psicológico em frangalhos, a conta bancária no negativo. O que diabos aconteceu?
Eu tenho lembranças dos meses que estive perdida. Aparentemente eu estava no automático, indo trabalhar, pagando minhas contas, assistindo Netflix, comendo pizza. Quem via de longe poderia achar que eu estava consciente o tempo todo, mas eu não estava. As lembranças vêm até mim como se tivessem acontecido com outra pessoa. Mas eu sei que era eu.
Deixei pessoas me tratarem mal. Não cuidei de mim mesma. Não me amei. E me perdi.
2019 foi um ano tão difícil. Normalmente eu completaria "difícil" com "necessário". "Foi difícil, mas necessário!"... Mas não sei se foi necessário mesmo. Estou acostumada a ser a pessoa mais perdida do planeta, e depois, e um momento de lucidez, de positividade, ver todas as falhas como lições necessárias, experiências que me fizeram crescer, me encontrar.
Só que eu não me sinto crescida. Não me sinto encontrada. Só me sinto mais perdida.
Claro que aprendi a ser mais forte. Quando alguém te dá pedradas, eventualmente elas não doem tanto. Sua pele endurece, seu psicológico encontra uma maneira - saudável ou não - de lidar com a situação e você fica mais forte. Mas não seria melhor receber carinhos? Chocolates? Palavras de amor? Apoio?
2019 foi um ano tão difícil. Não sei se foi necessário. Mas passou. Querendo ou não, aprendi muito, apanhei muito, sofri muito. Nas próximas surras talvez eu me saia um pouco melhor, agora que tenho experiência.
Mas o que eu quero mesmo, de verdade, do fundo do meu coração, é me encontrar.
*
Não sei pra onde fui, quando me perdi. Mas sei que o meu corpo continuou aqui. Tarefa após tarefa, na dureza, sem flexibilidade, sem compaixão, sem aceitação. Ele caminhou, correu, subiu e desceu escadas, se segurou, segurou a barra. Ele também cresceu e ficou mais pesado.
Nos meus breves momentos de consciência, quando me olhava no espelho ou percebia que o uniforme do trabalho estava me apertando, eu culpava o meu corpo. Queria que ele fosse mais forte, mais bonito, mais adequado. Ele estava segurando toda a barra pra mim enquanto eu estava fora, perdida, e quando eu voltava não tinha uma palavra de amor e de aceitação pra ele.
Quando tinha um momento de lucidez dentro do momento de lucidez, me julgava por ser tão fraca e idiota. Se eu fosse voltar só para falar mal do único instrumento que segurava a barra pra mim, era melhor eu nem voltar!
*

Se o meu corpo pudesse falar, o que diria?

Eu adoro água. Eu sou feito de água, né? E preciso de água de forma frequente e em quantidade considerável. A Ana não me dá todas as coisas que preciso, e não me aprecia por tudo que eu faço por ela, mas pelo menos ela me dá água. Às vezes minha boca fica meio seca e ela demora um pouco pra atender a minha necessidade, mas eu entendo que ela vai me dar a água que preciso todos os dias. 
Eu também adoro ar. Poucas coisas me fazem tão bem quanto uma longa e profunda inspiração de ar. A Ana sabe disso, e aproveita junto comigo quando faz um esforço, mas no dia a dia ela esquece. As respirações que ela me dá são extremamente curtas e ansiosas. 
Tudo bem. Não, na verdade não está tudo bem, mas eu tive que aprender a trabalhar e a funcionar mesmo sem ter as coisas que preciso pra ficar bem. Eu não tenho ideia do que está acontecendo na cabeça da Ana, mas os problemas dela fazem com que o meu bem estar não seja uma prioridade. 
Mesmo assim, ela me dá comida e me leva ao banheiro em absolutamente todas as vezes que preciso. Ela também me mantém limpo. Acho que não posso reclamar muito, porque conheço alguns corpos que não têm tanta sorte. Mas ao mesmo tempo, eu preciso de mais do que ela me dá. 
Eu preciso que a Ana me veja e me ame. Preciso que ela feche os olhos, faça os pensamentos e os problemas saírem um pouco do campo de visão dela, e sinta o trabalho que faço automaticamente pra ela. Por ela. O ar entrando e saindo, as células se multiplicando, o coração batendo. 
Eu sou uma orquestra ambulante, que só tem amor, que só quer amor e cuidado, e a Ana não vê. 
Ana. Por favor. Feche os olhos e sinta. 
Eu sei que você queria que eu fosse diferente, mas dessa vez, só dessa vez, você pode só fechar os olhos... me sentir.. me aceitar... me acolher... e me amar? 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Você não é a mesma pessoa que era quando teve o dia mais feliz ou mais triste de sua vida. Você não é a mesma pessoa que almoçou panquecas na semana passada. Não é a pessoa que cometeu aquele erro tão terrível há alguns meses. Não é a pessoa que tomou a decisão certa. Apesar de não ser a mesma pessoa que cometeu atos corretos ou falhos no passado, esses atos impactam quem você é agora e como a sua vida está nesse momento. Cada momento importa. As decisões que você toma agora irão impactar a sua vida amanhã, mês que vem, ano que vem, e uma década. Mas já não será mais você.
Você existe só agora. Você não era você no passado, e não será a mesma pessoa no futuro. Quem você é agora será apenas agora. Essa versão da sua existência deixará de existir em breve. Estamos tão acostumados a viver levianamente que não percebemos os milagres que acontecem no dia a dia, não sentimos nossas células se reproduzindo. Não sentimos os momentos passando, versões antigas morrendo e novas surgindo.
O tempo é uma ilusão. Não existe passado e futuro, existe apenas o agora. Existiu apenas o agora para a sua versão de 12 de abril de 2008. Existiu apenas o agora para a sua versão no dia mais triste da sua vida. Existe apenas o agora pra você hoje. Existirá apenas o agora para a sua versão de 27 de outubro de 2045.
Coletamos memórias, aprendizados, saudades e expectativas para o futuro, mas a verdade é que apenas o agora importa. Devemos fazer as pazes com o passado e deixá-lo pra trás. Devemos deixar o futuro vir e acontecer como deve acontecer. O passado pertence às suas versões passadas, e o futuro pertence às suas versões futuras.
Viva o agora. Você acabou de nascer apenas para viver esse momento. E sua existência já irá acabar, para dar espaço à próxima que virá. Respire. Sinta o ar entrando. Perceba como você se sente. Perceba o que o seu corpo está te dizendo. Perceba qual é o seu impulso. E esteja presente.
Viva o momento. É só o que você tem.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Alô, terapia?

Essa semana, em meio à posts de Como Foi Seu Ano? e Como Ter Um 2019 Mais Feliz, eu li que devemos fazer o que planejamos, e não o que estamos afim de fazer. A princípio essa afirmação/dica/conselho/ideia me pareceu bem estranha, pois sou uma grande apoiadora dos movimentos Eu Faço O Que Tô Afim De Fazer, Tudo Bem Mudar De Ideia e Nunca Vou Me Forçar a Fazer Nada Que Eu Não Queira. Mas como também passei a conhecer e a apoiar os movimentos Nem Sempre Estou Certa e Há Muito Que Ainda Não Sei, ultrapassei a barreira que me impedia de entender o lado de quem divulgou a ideia, e comecei a refletir a respeito. Com um pé atrás, meio desconfiada, continuei a leitura. Basicamente a autoria do texto dissiminava a ideia que fazemos planos e desenhamos metas quando mais somos nós. Quando estamos saudáveis. Quando estamos focados. Quando não deixamos a grosseria da nossa vizinha acabar com a nossa tarde, quando não tivemos um péssimo dia de trabalho, quando não percebemos que o dinheiro já acabou mas o mês ainda não, quando não sentimos sintomas da depressão e da ansiedade. 
Nós decidimos, por livre e espontânea vontade, sendo 100% nós mesmos, que iríamos, sei lá, nos exercitar às segundas, quartas e quintas, deixar a terça para fazer aula de francês e a sexta pra sair com amigos. Fizemos esses planos pensando em metas e vontades que temos, em coisas que nos deixariam mais feliz, coisas que queremos de verdade fazer. Mas segunda-feira chega e a gente teve um dia difícil no trabalho, então é claro que a gente não tá afim de ir pra academia, ir correr ou simplesmente fazer 50 squats em casa. A gente se gosta e se cuida, e por isso a gente merece assistir cinco episódios seguidos de Friends, pedir pizza e tomar sorvete, certo? 
Tivemos um dia difícil, algo nos chateou, o mundo está uma bosta, ainda não recebemos o reconhecimento que merecemos por sermos as pessoas que somos, nossa família está brigando entre si, alguém nos rejeitou, não conseguimos entrar na pós que queríamos, perdemos nosso emprego, brigamos com nosso cônjugue, pegamos chuva, pisamos no cocô de um cachorro, perdemos o ônibus, passamos frio na rua esperando o próximo ônibus chegar, esquecemos de devolver o livro na biblioteca, perdemos dinheiro, perdemos o vencimento de uma conta importante, o carro quebrou, a aula mudou de sala e ninguém te avisou... e o mundo gira. 
É claro que em algumas situações não só é aceitável como é indicado que tiremos tempo para nós mesmos, e que descansemos da rotina. Mas é preciso refletir sobre tudo, exatamente tudo, que fazemos, pensamos, acreditamos. Sei que às vezes não queremos pensar, apenas queremos comer a lata inteira de Pringles, desmarcar um compromisso que marcamos com amigos, nos isolar e simplesmente ficar na merda. Mas é preciso refletir. 
Por que fazemos o que fazemos? Por que engordei 10kg em um ano enquanto estava em um péssimo emprego? Oras, porque eu tinha dias e semanas bem difíceis, portanto eu merecia comprar salgadinho, gummy bears e Pringles pra assistir um filme em casa. Sozinha. Desmarcando compromissos. Ignorando as pessoas que me amam. Ignorando a mim mesma. Era mais fácil fazer isso do que olhar pra dentro, do que refletir sobre o que estava realmente acontecendo. 
É muito fácil pra mim olhar as situações do passado e ver onde errei, onde deveria ter feito diferente. Sem julgamentos. Sei que fiz o que melhor que eu podia naquela época. Mas hoje é meu dever fazer diferente. Só que olha só... Justamente por eu entender essas coisas hoje em dia, eu me engano e convenço a mim mesma que agora eu não faço mais isso, que se eu não me exercitar é porque eu realmente não tinha condições, se eu comer muita pizza é porque eu realmente estava com muita vontade, uma vontade saudável, que se eu faltar todas as aulas de francês e acabar desistindo do curso na verdade estou praticando o auto-cuidado porque só eu sei o peso da carga mental que estou carregando então preciso tomar algumas decisões que não são tão boas de vez em quando... 
Como fazer pra saber o que é verdade? O que é demais? O que é de menos? 
Alguém me pague terapia! 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

De antes de eu nascer até meus 11 anos

Minha vida - esta vida - começou no ventrede minha mãe. Não sei bem como os fatos ocorreram, quando ocorreram, nem qual sequência, mas sei que minha mãe era apaixonada por meu pai e ele a traía muito. Sei que ele não estava presente com frequência. Sei que minha avó paterna a ajudava, e me amava muito desde o início. Minha mãe já tinha um filho, meu irmão John, 3 anos mais velho do que eu. Minha mãe tinha apenas 15 anos quando teve meu irmão no ano de 1989. Havia se envolvido com um homem casado e na sua primeira vez fazendo sexo, sem nem mesmo entender o que estava acontecendo, engravidou. Minha mãe saiu da escola com 13 anos de idade. Se sentia feia, burra e pobre demais para estudar. Não teve pai. A mãe era puta. Tinha dois irmãos, um mais velho e uma mais nova. Sofria com seu padrastro, com sua mãe, com sua casa, com a falta de dinheiro. Sentia-se sozinha e inadequada. Estava à beira da sociedade. Sua mãe teve câncer e seu irmão sentia-se culpado, pois rezada para que algo acontecesse, algo que fizesse sua mãe deixar de se prostituir. Essas são apenas as coisas que sei, mas tenho certeza de que há muitas outras coisas nas sombras. 
Minha avó materna morava no interior. Faltava de tudo. Tinha muitos irmãos e trabalhava muito. Perdeu a mãe cedo e sofreu muito com isso. Seu pai casou-se novamente e sua madrasta fazia de sua vida um inferno. Minha vó cuidava de todos os seus irmãos, mas tinha um carinho especial pelo irmão menor, que ainda era meio bebê. A vida foi ficando cada vez pior e mais sofrida e ela não viu outra alternativa além de ir embora. Partiu com o coração partido por deixar seu irmãozinho para trás. Não sei pra onde foi, nem o que aconteceu. Apenas sei que anos depois estava em outra cidade, na minha cidade natal, com uma meia água construída. Tinha um bar e atendia homens. Teve meu tio mais velho e minha mãe e os deixou com sua madrinha pois não tinha condições de criá-los. Anos depois os buscou, pois não tinha mais condições de fazer os pagamentos mensais, tirando-os assim do convívio de quem eles realmente conheciam. Passaram a morar com a mãe, que era uma estranha. 
Minha mãe diz que nunca sentiu amor de mãe. Não recebia abraços, beijos, carinho, um "eu te amo". Além disso, faltava o básico. Não ia bem na escola e não tinha um momento sequer em que se sentisse bem, livre e feliz. Quando minha vó conheceu o Eurides e colocou ele pra dentro de casa, minha mãe sofreu muito. Ele era caminhoneiro e capataz, e era extremamente cruel. Eram muitos os seus castigos. Minha avó engravidou e teve minha tia mais nova, que recebeu o amor e o carinho que minha mãe nunca teve. Minha tia cresceu mimada, se é que podemos utilizar essa palavra para falar de alguém que vem de uma família bem pobre. Numa reviravolta do destino, cresceu também revoltada, desde muito jovem gritava muito com a minha vó, dizia palavras duras, se envolveu com drogas e seus devidos vendedores, foi presa, participou de brigas, usava drogas pesadas, roubava dinheiro de dentro de casa.
Minha mãe cresceu, teve meu irmão, teve à mim, e trabalhava como serviços gerais em uma madereira. Conheceu um homem bom, e juntos decidiram viver. Minha vó dizia que ele só queria comer ela, mas eles ficaram juntos por 22 anos. Foi esse homem que me criou como pai. Ele era extremamente generoso e gentil com a minha mãe, e estendia esse comportamente comigo e com meu irmão. Como meu irmão não tinha pai em seu registro de nascimento, ele o registrou. Pouco tempo depois veio o Victor. A vida era simples e dura, mas nas fotos estávamos todos sorrindo, mesmo com a parede sendo de madeira e estando cheia de frestas.
Surgiu uma oportunidade em outra cidade e nos mudamos. Nos primeiros meses morávamos de favor na casa da irmã de meu padrasto, e a situação estava longe de ideal. Após algumas situações difíceis, onde fomos distratados, minha mãe voltou comigo e com meus irmãos para a cidade anterior enquanto meu padrastro juntava dinheiro e procurava um apartamento para morarmos. Ele trabalhava de domingo a domingo. Lembro que quando comprou seu primeiro carro, um monza verde, chegou na rua de casa buzinando extremamente alegre. Tínhamos alegrias e problemas como qualquer outra família. 
Sofri muito deixando minha avó paterna pra trás. Éramos muito ligadas e eu sonhava com ela todas as noites. Eu sentia falta de meu pai, mas era mais uma falta de ter um pai, ter alguém que realmente se importasse e se preocupasse comigo, e não necessariamente que ele estivesse mais presente fisicamente na minha vida.
Fui de uma criança delicada e bonitinha pra uma mocinha desengonçada. Minha letra era feia, mas minhas notas eram boas. Era uma das mais inteligentes da turma, mas não uma das mais bonitas. Começaram as confusões que toda criança passa, de se sentir reijeitada, tentar fazer amigos, começar a desenvolver melhor sua personalidade. Eu queria ser querida, queria pertencer, mas nunca conseguia. Meu irmão mais velho não ajudava, pois eu era a irmã chata que deixava a brincadeira mais chata. Lembro de algumas situações nas quais eu realmente fui chata, mas não consigo saber se eu passei a ser chata porque ele era extremamente rude comigo, ou se eu era chata e ele passou a ser extremamente rude comigo por causa disso. 
Acredito que ele se sentia injustiçado. Eu tinha "um pai de verdade", que me ligava e aparecia bem de vez em quando. Nosso padastro - nosso pai - nunca deixou nos faltar nada, tínhamos toda a figura paterna que precisávamos e até um pouco mais, mas creio que talvez ele também quisesse saber quem seu pai era. De quebra, eu tinha uma avó paterna maravilhosa... e ele não. Pra balancear um pouco o jogo, ele me odiava, era cruel comigo, e minha avó materna me desprezava, gastando todo seu amor e sua gentileza com o meu irmão. Eu me sentia rejeitada por eles, e por me sentir rejeitada queria mostrar o que eu tinha, e com isso eles me rejeitavam mais ainda. Não sei até que ponto as lembranças que tenho na minha cabeça são reais, inventadas ou exageradas. Meu irmão mais novo, o Victor, não passa de um enfeite nas minhas memórias e hoje quando penso nisso, me sinto culpada, pois parece que eu sabia que ele estava ali o tempo todo mas só quando fez 18 anos que me dei conta que ele também é uma pessoa, uma pessoa inteira, com mágoas, problemas, felicidades, sonhos e aspirações. Eu estava tão focada nas minhas próprias coisas que esqueci de olhar meu irmão. 
Coisas aconteceram. Brigas familiares entre os adultos, brigas de criança entre os pequenos. Abuso sexual por parte de um vizinho. Ganhei os presentes que eu queria de natal. Lidei com o TOC por limpeza da minha mãe. Vivi dramas de pré-adolescente na escola. Eu ainda não tinha a consciência necessária pra entender as coisas da vida quando minha mãe me disse pela primeira vez que não amava o meu padrasto, que estava com ele porque queria dar uma vida melhor pra mim e pro meu irmão. Deixei pra lá porque ela provavelmente tinha dito isso da boca pra fora, eu era criança e não entendia o que aquilo podia querer dizer. 
(continua)

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Have you guys ever thought about why we keep doing things that are obviously bad for us? Like... We know that if we exercise we'll feel better, but we choose not to. We make excuses up, we choose to be lazy, we make the same bad decision over and over again knowing that it will affect our health, our future, our happiness. It's like we choose unhappiness. Due to what, though? I mean, what do we get in return? The more I think about it, the more I realise that I get absolutely nothing in return when I choose lazyness. When I procrastinate, it seems like a good idea at that moment, because I don't want to do whatever it is that I should be doing, but what do I do instead? Absolutely nothing. In those moments, it's so obvious that I should do what I have to do, and then it will be done and I will be free and I will feel better and be able to actually do something else I'd like to do. No, now that I'm thinking about it, procrastinating is not the same thing as making bad choices for ourselves. I mean, procrastinating is a bad choice we make over and over again, but it's not what my mind is ranting about. What I'm trying to understand really hard is why we are our own worst enemies, I think. You guys know what I mean, right? Think about a difficult conversation, for example. It's difficult as fuck, but necessary. And if we have a choice, we won't do it. Even if it's something 100% NECESSARY. Exercising, too. Making some changes. Leaving a relationship. WORKING on a relationship. Working on ourselves. FINALLY learning spanish. Coding. How to play guitar. I mean! We ALL have at least 10 things we would love to work on, and that if we did, we'd be happier and more accomplished and all, and yet we CHOOSE not to work on it. Sometimes we tell ourselves that it's a money issue. Or that we simply don't have the time. Or that we got too much on our plates at the moment. And that can all be true. But they're excuses. Some more than others, depending on the situation, but still excuses, though. Right? I mean. I don't have money for a gym membership. But instead of sitting on my butt and watching Netflix, I could put on Youtube instead and literally just search for "Exercising at home" videos. I don't have time for myself, but if I did all my work without procrastination, I'd be able to meditade for at lears 10 minutes before an appointment. I do have so many things - PROBLEMS! - on my plate right now, but if I exercised and medidated - instead of worrying so much about my problems, and doing nothing else, I'd be able to look at my problems differently AND be happier. Okay, maybe you can't afford guitar lessons, but what if you tried to exchange the lessons with a friend who knows how to play and could use some help with something else you know? Yeah, that could not work, but... it could work, too. The universe is OUT THERE, you know? And WHITHIN ourselves, too. There are so many things for us to try, to do, people to help, things to learn, experiences to have. And there are so many things that make us what we are whithin us, and we don't bother to look at them, and try to understand it to be able to make some changes and become better people. But the thing is... We all KNOW that. We do. We just pretend to forget it so we can continue doing - or not doing - the things we already know that don't work! The things that don't help us, don't make us feel love, the things that don't excite us, that makes us feel miserable, even. What I'm trying to understand here is... Why? 
Precisar que o mundo ficar zen para que você possa encontrar a paz não é encontrar a paz de verdade. Tudo depende da resposta que você dá à vida.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Às vezes acontece. O momento temido chega, trazendo a realização de que não tem pra onde correr, o que fazer, um motivo pra sorrir, qualquer coisa que faça você se distrair de tudo que está dentro de você, bem no fundo. Em um ato de desespero você abre novamente a aba que havia acabado de fechar, a aba que você havia fechado justamente porque estava entediado, e esse mesmo tédio faz você abrir a aba novamente, sem nem perceber, de forma totalmente automática. 
Enquanto a página carrega, só então você se dá conta de que não está acessando aquele site porque é algo que você deseja fazer, e percebe que você está simplesmente se distraindo de si mesmo. Você percebe que O momento está chegando.
Você não quer ter pensamentos profundos, negativos e exaustivos justo agora, não são nem 3 horas da tarde de uma quinta-feira, o planeta está girando, as pessoas que você conhece estão vivendo, há coisas acontecendo, e você não quer perceber de repente que nada na sua vida faz sentido. 
Há cinco minutos você era capaz e estava contente em ignorar e reprimir as questões que te assolam pensando em coisas corriqueiras. Mas às vezes acontece, você já está bem ciente disso. Às vezes o momento temido chega, e ele havia chegado. Acontece. Você respira fundo e sente um leve desespero pensando em como não sabe lidar com o que está por vir. 
Não é como se você não tentasse analisar a situação, entendê-la e criar ferramentas para lidar com elas. Você tentava muito, com a maior boa vontade e uma atitude positiva, sem se deixar abater pelas batalhas que perdia. Há muitas coisas subjetivas na vida, e na morte também se você parar pra pensar nisso, e agora você para por uns segundos pra pensar nisso porque como poderia não pensar na morte já que os pensamentos sobre o quão insignificante você é estavam começando a chegar com força total, não é? Mas a verdade é que os fatos são objetivos e era necessário encará-los, e os fatos eram que em 30 anos de vida você tinha mais batalhas perdidas do que ganhas, e que pouco importava tentar analisar esses momentos, entendê-los e criar ferramentas para lidar com eles. 
Independente do quão bem ou o quão rápido você levantasse após Os momentos, eles continuavam derrubando você. Como uma pessoa desprovida de guarda-chuva que via uma forte tempestade chegar, você simplesmente aceita e pensa na situação, no que está prestes a ocorrer, com frustração e um pouco de mágoa. Não era justo. Nesses momentos você olha o emaranhado de fios tentando de verdade encontrar o início e o fim para desembaraçá-lo e entendê-lo, mas ele vai ficando cada vez maior e mais difícil de resolver. 
O pior de tudo? Ele vem de dentro de você. 

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Acordei de saco cheio. Antes mesmo de abrir os olhos, já pensava nos problemas e nos pensamentos que se repetiam na minha cabeça há dias. Preparar e aproveitar o café-da-manhã no geral é algo que me anima e me traz de volta para o Agora. Eu espero a água ferver. Fico feliz ao ver que tenho pó de café. Passo margarina em uma fatia de pão deliciosa, aquele que tem pedaços de castanhas. Coloco o pão na frigideira. A água ferve. Viro a fatia de pão. Coloco a água no pó de café e então acontece, um dos meus momentos favoritos do dia: A fumaça começa a subir, o café começa a cair na minha xícara - presente do meu namorado, diz "bom dia linda!" - e o cheiro de café recém passado me envolve como se o universo estivesse me dando beijinhos de esquimó na minha existência inteirinha. Coloco a fatia de pão agora deliciosamente tostada no prato, e aproveito a frigideira para fazer um ovo mexido. Fico feliz porque tenho ovos, e porque a data de validade está equilibrada com os dias que levarei para consumi-los. Quebro o ovo e ele cai perfeitamente na frigideira. Pego morangos na geladeira, e fico tão feliz por ter comprado morangos! Corto três e coloco no prato ao lado do meu pão tostado com castanhas. O ovo fica pronto, e o jogo em cima do meu pão tostado com castanhas. Pego minha colherinha verde, coloco na minha xícara rosa com os dizeres "bom dia linda!" e despejo um gole de leite desnatado em cima do café, transformando o liquido amoroso em uma cor que não é nem preto, nem cinza, marrom, nem bege. É cor de café bem forte com apenas um gole de leite. Pego um garfo, meu prato com meu pão tostado com castanhas e ovo mexido e morangos, minha xícara com café bem forte com apenas um gole de leite e minha colherinha verde, e levo tudo até a mesa. 

Sento na cadeira olhando a forma como o sol entra na sala e faz sombra na mesa, iluminando minhas flores de antúrios que apelidei de Ortência Berenice. Ouço pássaros. Respiro fundo. Aproveito meu café-da-manhã. E então volta. Ugh. Os problemas e os pensamentos que se repetiam na minha cabeça há dias. Se ao menos meus dias fossem um café-da-manhã sem fim... 

Tento focar e ficar no Agora. O que passou já não interessa, o que virá ainda não chegou, e meus problemas e pensamentos estão ou atrasados ou adiantados e não adianta perder o agora pensando e me preocupando com o que não posso mudar. Ficar no Agora é exaustivo e frustrante, mas quando acontece, quando sinto aquele arrepio, quando percebo um sinal, quando vejo números iguais no celular, quando me deparo com algo realmente lindo, quando ouço aquele canto de um passarinho, o Agora chega e traz tanta paz. 

Faço minhas atividades tentando me conectar comigo mesma e com o momento, mas a mente sempre dá voltas. De repente estou naquela discussão com uma colega da faculdade que aconteceu há um mês, ou estou pensando em como vai ser estressante dar uma palestra que vai acontecer em duas semanas. Porra, Ana! Foca no Agora! 

Lavo a louça, lavo roupa, varro o chão, arrumo meus livros, faço as unhas, tiro as sobrancelhas, esfolio o rosto, faço hidratação no cabelo, tomo banho, vou ao mercado. Saindo do mercado, após andar pelos corredores com a maior paz, pegando os produtos que me convinham, senti ela de novo. A paz de estar no Agora. Parei por um momento no estacionamento do supermercado. Olhei em volta, e olhei pra cima. Que lindo! 

Sinto o sol na minha pele, me aquecendo de fora pra dentro. Mas também há algo me aquecendo de dentro pra fora. Noto o céu azul, os pássaros voando, a vida em qualquer direção, por quilômetros e quilômetros, apenas existindo, os sons do planeta, as vibrações do universo; o passado não existe, o futuro não existe, só existe o Agora, só paz, só existe união, só existe gratidão... só existe... amor. 

Acho que agora eu entendi. 

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Daily Reminder

O mundo vai bem. Tudo está bem. O planeta terra está cheio de pessoas boas. Tudo vai dar certo. Tudo já deu certo. A vida é incrível. A oportunidade que temos de estar aqui agora é maravilhosa. Estamos onde deveríamos estar. Fazendo o que deveríamos fazer. Tem tanta coisa boa acontecendo. Tantas pessoas boas andando por aí. Eu amo todos vocês!

Agora, notícias, fotos e vídeos pra deixar o coração quentinho:


  •  http://razoesparaacreditar.com/cidadania/posto-de-saude-medico-calcada/ (12/04)
  •  https://www.facebook.com/AmericanIdol/videos/10160324852930601/ (12/04)
  • https://www.facebook.com/quebrandootabu/videos/1887670867955958/ (25/04)

terça-feira, 13 de março de 2018

Nossa missão é ser feliz
Entender que precisamos ser felizes
Encontrar uma maneira, uma forma de existir, para ser FELIZ
Vivemos em um planeta maravilhoso, com uma beleza exuberante
Apenas o ser humano sofre
Há tanta luz e energia lá fora
E o ser humano vivendo como escravo em uma sociedade que visa o consumo
Precisamos entender que descemos a este mundo, a este planeta, para viver uma experiência para nossa alma, nossa consciência
Precisamos nos conectar a essa missão diariamente e trabalhar isso internamente
Devemos aperfeiçoar o nosso espírito, nos desenvolver
Aprender a amar
Antes de qualquer coisa, amar a nós mesmos, gostar de nós mesmos
Agradecer todos os dias à vida que estamos vivendo
É um presente maravilhoso que recebemos, estar aqui hoje
Mudar a forma como nos relacionamentos com as outras pessoas
Agir amorosamente
Auxiliar as pessoas
A maioria das pessoas fazem um projeto de vida pensando só em si
É importante ajudar as pessoas 
Parte de nossa missão na terra é servir os menos favorecidos
Estamos recebendo o tempo todo
Devemos plantar amor, gratidão e luz sem exigir frutos diários
Uma hora o fruto chega, na hora certa
Devemos ser pacientes

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

A gente nunca sabe qual vai ser a última vez que as coisas estarão "normais". Qual será - ou foi!!!!!! - o último almoço com aquela pessoa querida, o último pôr do sol laranja, a última maçã do amor, o último beijo, a última vez que ouvimos aquela música, a última vez que estamos naquele lugar, a última vez que passamos por aquela rua, a última vez que vemos um amigo, a última vez que nossos pais sorriram. A vida passa e a gente nem vê. O jeito é passar a olhar, então. E a agradecer.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Eu, Ana, decido que a partir de hoje terei muito sucesso. Decido também que minha família vai encontrar a paz e vai aprender a conviver com harmonia. Decido que eles não passarão mais por dificuldades financeiras, e que sempre estarão lá um para o outro. Decido que meu irmão querido, Brenno Leandro Medeiros, vai ser uma criança, um rapaz e um homem muito saudável, e vai enxergar muito bem. Além disso decido que ele vai fazer de suas fraquezas sua força e que vai aprender com os problemas que passou/vai passar, e vai se tornar uma pessoa muito forte, resiliente e feliz. Decido que o Brenno nunca irá se sentir sozinho, pois saberá que sempre estarei presente e pronta para ajudar no que precisar. Decido que vou vê-lo com mais frequência, que poderei ensina-lo tudo que sei. Decido que poderei oferecer uma vida confortável para meus familiares, e que meu padrasto querido, Demostenes Medeiros, mais conhecido como Batata, terá uma aposentaria tranquila e feliz e poderá aproveitar muito os últimos 40 anos de sua vida. Decido que ele irá superar minha mãe, Erita Carla Lazarin, e irá ser feliz no amor novamente. Além disso, também decido que minha mãe, Erita Carla Lazarin, nunca mais irá se envolver com quem faça mal a ela. Ela irá encontrar o amor também, e será com alguém especial, gentil, carinhoso e que a ame muito. Também decido que minha mãe vai resolver todos os problemas que a afligem, e vai se livrar de sua depressão e outros problemas emocionais, e vai se desenvolver muito como pessoa e como profissional. Decido que um dia - em breve - ela vai se sentir forte, inteligente, linda e muito feliz, e continuará se sentindo assim até o último de seus dias. Decido que meu irmão, John Willian Medeiros, irá perdoa-la e encontrar um caminho cheio de paz, amor e fé para sua vida, sem odiar mulheres, homossexuais, ateus ou qualquer outra minoria. Decido que meu irmão, Victor Eduardo Medeiros, irá se desenvolver profissionalmente e pessoalmente e irá alcançar muito sucesso, como médico, engenheiro ou qualquer outra profissão que ele decida seguir. Decido que meus primos ficarão bem. Decido que minhas tias serão felizes. Decido que a doença, a escassez e o desespero não farão mais parte da minha vida ou da vida da minha família. Hoje eu decidi, e assim será a partir de hoje. Decido que alcançarei esses objetivos em 3 meses, até o dia 22/02, e que completarei 26 anos sabendo que todos estão felizes e encaminhados para o sucesso e para a paz. Decido que além dessa data as coisas continuarão da mesma forma, com tudo o que eu decidi hoje perdurando. Eu decidi e assim será!

sábado, 21 de outubro de 2017

Objetivos ate 31/12

Falar mais frances
Chegar nos 67kg
Terminar bem o semestre
Não ter vergonha de ser quem eu sou 

Objetivos cumpridos e mudanças desde janeiro:

Mudei dos 77 para os 69kg
Passei a fazer exercício
Fui bem na faculdade 
Aprendi a ser grata
Me aproximei da minha espiritualidade
Enfrentei meus medos 
Comecei aulas de dança e encontrei um espaço seguro lá (BDNT <3)
Fui forte sozinha 
Não sabotei o meu relacionamento 
Me reaproximei da minha família 
Fiz amigas e abri a possibilidade de fazer outras amigas
Aprendi bastante espanhol
Me sustentei sozinha
Aprendi a ter mais auto-controle
Decidi fazer o que me faz feliz independente do que os outros vão achar
Aceitei que sou bissexual 
Aceitei que tenho muita ansiedade - e procurei formas para lidar com isso
Me impus 
Me afastei de pessoas que não queriam o meu bem
Decidi terminar a faculdade
Fiz planos profissionais para o futuro
Me arrisquei
Decidi que economizar deve ser uma prioridade (mesmo que não tenha conseguido economizar ainda)
Não fugi (tanto) de confronto
Não me preocupei tanto com a segunda-feira durante o fim de semana
Decidi ser feliz 

sábado, 2 de setembro de 2017

Eu preciso ter FOCO!!!!!!!
Sábado 10:56PM. Sozinha em casa, falando sozinha no Twitter, várias mensagens enviadas - sem resposta. Eu estava indo bem, caminhando confiante, certa de que lidaria bem com qualquer coisa - até mesmo sábado à noite sozinha em casa falando sozinha no Twitter ficando no vácuo, ou qualquer outra coisa, you name it. Mas nas horas mais calmas da noite, quando as ruas começam a ficar mais calmas e o episódio de Ru Paul`s Drag Race acaba, e eu olho ao redor e não vejo ninguém, a solidão chega.
Como uma brisa que tento ignorar porque estou não estou vestida adequadamente e não há o que fazer além de tentar ignora-la, ela chega e vai crescendo até ser a única coisa que consigo pensar e sentir. Não é possível ignorar esse ar gélido e a cada segundo que passa sinto que não vou mais aguentar. Tento manter a positividade, fazer uma lista de realizações recentes, sonhos possíveis, amigos presentes e coisas boas, mas a caixinha de Tudo O Que Há De Bom está vazia e a brisa gelada enche minha barriga.
Respiro fundo, mexo os músculos do rosto para que relaxem da posição decepcionada, olho meu celular esperando ver algo bom e não vejo novas notificações. Sinto vontade de conversar com alguém e estou sozinha. Lembro que em alguns momentos difíceis da minha vida, algumas redes sociais me fizeram companhia.
Abro o Twitter, Tumblr, Instagram, Facebook, Pinterest. Tenho ânsia por um abraço digital, compreensão, companhia, mas a cada página vejo amigos seguindo suas vidas sem mim, conhecidos que poderiam ser amigos mas não se importam tanto comigo, pessoas divertidas, bonitas e engraçadas que quando olham pra mim não veem alguém interessante. Fotos e vídeos de comidas, bebidas, lugares, pessoas bonitas... coisas que não tenho.
O ar fica mais tenso e gelado. A cada segundo fica mais difícil respirar. Imagino como seria me ver de cima, como um fantasma ou uma mosca, deitada na cama com o notebook no colo, sentindo pena de si mesma, sem ver solução, perdida. Sem dinheiro, gorda, feia, desinteressante, burra, preguiçosa, sem amigos. Sozinha.
Desisto de pensar a respeito. Vou dormir e amanhã eu vou carregar um casaco, mesmo que minhas previsões sejam de sol.

This too shall pass

 Eu nao sei sentir a tristeza. Quando ela chega, nem percebo que o que estou sentindo é tristeza. Quando tento identificar o que estou senti...