quinta-feira, 26 de julho de 2012
Janeiro, você sorri no meio de uma multidão esperando eu chegar até você, assistimos filmes e tomamos vinho. Usamos meias debaixo das cobertas e você me observa enquanto durmo.
Fevereiro, a chuva gelada cai lá fora enquanto nós estamos seguros e quentinhos conversando sobre qualquer coisa enquanto penso em como sou sortuda por ter você do meu lado.
Março, você diz que me ama no meu aniversário, tapa meus olhos e me dá flores. Te faço nescau quentinho e te beijo na testa. Te compro uma pizza no seu aniversário, coloco 21 velinhas em cima e me desculpo dizendo que é mais fácil comprar uma pizza que fazer um bolo (e que você não gosta tanto assim de doce e que é difícil fazer um recheio bom sem leite condensado e que a culpa de você receber uma pizza de aniversário e não um bolo é da França que não vende leite condensado e não minha).
Abril, vamos ao parque, as flores devem ter começado a florir, tiramos fotos sob a luz do sol e em alguns anos será possível ver o quanto eu te amava só de olhar para as fotografias.
Maio, tem sol e o mundo agora é colorido. Andamos de mãos dadas e você me mostra lugares bonitos.
Junho, fazemos uma capirinha night, ficamos bêbados e saímos ver gente jovem, luzes e ouvir música ao vivo. Eu te observo enquanto caminhamos cambaleantes pelas ruas de Lyon pensando em como sou feliz quando estou contigo. Te abraço, coloco minha cabeça no seu ombro e sinto seu cheiro.
Julho, viajamos juntos, ficamos bêbados quase todos os dias durante a viagem, vamos para a praia à noite observar as estrelas e o mar. Você me traz pra mais perto e sinto a sua respiração na minha nuca. Te acordo com beijos.
Agosto, você me diz coisas que nunca disse antes. Vamos ao supermercado comprar suprimentos pra um fim de semana cheio de porcarias, vídeo game e amor.
Setembro, compro alguma coisa a caminho da sua casa porque pensei que talvez você pudesse gostar e você me recebe na porta com um grande sorriso.
Outubro, vamos ao cinema e reclamo que o frio tá voltando, você me leva passear no parque e vemos o outono chegando.
Novembro, estamos deitados lendo e paro de ler por um momento pra te observar. Penso em como nos conhecemos e que se alguém me dissesse naquela noite o que aconteceria conosco eu não acreditaria. Minha mente viaja pensando no filme Back to the future e começo a rir. Você me olha e pergunta o que foi. Eu respondo que nada e sorrio pra você.
Dezembro, você posa para uma fotografia sorrindo pra mim entre montanhas e montanhas de neve. Me ensina a dizer neve em alemão e eu pergunto se você já comeu neve ou mijou em cima. E se já se perguntou se alguém tinha mijado na neve que você comeu. Você me chama de besta. Eu reclamo do seu nariz gelado, digo que nesse ano que vem vou definitivamente aprender a tricotar pra fazer uma toca pra ele e que vou fazer um suéter combinando. Você me abraça e quando acho que vai me beijar e dizer que me ama, me lambe o rosto e me chama de abobada. Eu sinto uma necessidade louca de dizer que te amo muito... Então eu digo.
terça-feira, 22 de maio de 2012
The more you know who you are, and what you want, the less you let... things upset you.
Yeah. I just don't know what I supposed to be, you know? I tried being a writer, but I hate what I write. And I tried taking pictures, but they're so mediocre, you know. Every girl goes through a photography phase. You know, like horses.
I'm not worried about you. Keep writing.
But I'm so mean.
Mean's ok.
Você em um sonho bom. Você deitado do meu lado parecendo um anjo. Você me beijando com seus cílios loiros, longos e lindos. Você respirando no meu ouvido enquanto me abraça. Você beijando minha mão. Você me olhando com seus olhos grandes e azuis. Você com os olhos vermelhos. Você rindo. Você beijando meus lábios. Você tirando presentes - e um cacho de bananas! - da mala. Você comendo pizza. Você dizendo que as trakinas de morango são bolachas do capeta. Você me puxando pra mais perto na cama. Você cantando. Você analisando minha pseudo-pinta de coração na coxa direita. Você ouvindo música. Você suspirando. Você dizendo pescostas se referindo ao pescoço. Você comendo meus cabelos sem querer. Você dizendo que encontrou cabelos meus na sua cama. Você quase dormindo recebendo uma massagem. Você dizendo que eu ronco. Você dançando. Você achando que desabafar tem um significado parecido com vadiar por causa de uma música. Você me mandando fotos suas de quando você era criança e nem sonhava com o Brasil. Você falando francês. Você feliz por eu ter respondido que j'adore quand tu parles français avec moi (apesar de ter escrito parle ao invés de parles). Você dizendo que sou jolie. Você chamando meu nome do jeito que só você sabe chamar. Você contando coisas do seu passado. Você entrelaçando suas pernas nas minhas. Você me dando um beijo ~desses de cinema~. Você me assoprando. Você dançando ~sensualmente~ sem camisa no DCE. Você me enchendo o saco pra trabalhar na panificadora e ir até a rodoviária de bicicleta. Você falando tudo errado. Você curioso. Você fingindo que gosta de chimarrão. Você fazendo crepes. Você bravo por eu chamar seus crepes de panquecas. Você lavando a louça. Você piscando. Você com a toalha enrolada na cintura. Você tomando nescau quentinho numa caneca enorme lendo um site sobre esportes em francês. Você passando o braço por baixo da minha cabeça. Você com os olhos tristes. Você fazendo planos. Você sonhando. Você nos meus pensamentos. Você nas minhas lembranças. Você nos meus desejos. Você no meu coração.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Era uma dessas garotas que apesar de nunca se acharem boas o suficiente às vezes se julgavam melhores que as outras pessoas. Constantemente sentia-se inferior. Mas, de certa forma, superior. Mas não se tratava de pesos ou reais ou medidas ou peneiras. Só sabia que não era um quadrado. Andava pelas ruas sentindo-se satisfeita por não estar pensando nas mesmas coisas corriqueiras que as outras pessoas pensavam enquanto andavam pelas mesmas ruas. A tristeza, porém, sempre estava presente. Nunca seria como as outras pessoas. Fantasiava sobre como seria ser normal. Aceitar o que lhe é dado, nunca olhar para os lados, ter sonhos que coubessem no bolso. Sentia-se infeliz por constatar que nunca conseguiria ser completamente feliz, mas sentia-se feliz por ser capaz de fazer essa constatação embora não soubesse o que fazer com ela. Sonhava com grandes amores, grandes viagens, grandes realizações. Nada que mudasse a vida de muitas pessoas além de sua própria. Nas entrelinhas, entre uma cena e outra, estavam as Outras Pessoas. As pessoas que ela nunca saberia como se sentiriam. Mas que nunca conseguia esquecer. As pessoas que eram números ou meros figurantes. Ela própria fazia parte de números que eram somados sem sua permissão pois na vida não tinha peso nenhum. Também era figurante de outras histórias. Tantas histórias. Queria ouvi-las todas. Conhecer todas essas pessoas, todos os sonhos. Queria sentir todo o amor do mundo. Sonhava que ninguém nunca mais passaria fome, frio ou sede. Que ninguém jamais ficasse carente de amor. Que as pessoas ajudassem umas às outras. Mas tinha tanto ódio no mundo... Ah, o mundo. Ninguém sabe como começou, ninguém entende como tudo chegou à esse ponto e nem o que acontecerá em seguida. Ela queria entender... às vezes. Porque em outras, ela só queria ser feliz. Era uma dessas garotas que só queria ser feliz, sabe?
sexta-feira, 11 de maio de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
20 anos blues
You really got a hold on me. Mãos dadas. Escuro. Um beijo. Samba tocando. Calor. Ritmo gostoso. Abraço. Dança. Suor escorrendo pelo pescoço. Assopros. Hm, é melhor que ventilador. Mais assopros. Beijos. Sem fôlego. Suor. Beijo na testa. Beijo na bochecha. Beijo nos olhos. Beijo no queixo. Beijo na boca. Beijo no pescoço. Vou pedir pra você ficar, vou pedir pra você me amar. Eu te amo, eu te quero bem. Todo mundo cantando junto. Abraço. Assopro. Beijo. Falta de ar. Mecha de cabelo grudada no rosto. Sorriso. Coração batendo feliz.
quinta-feira, 1 de março de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
But I'm so mean
The more you know who you are, and what you want, the less you let... things upset you.
Yeah. I just don't know what I'm supposed to be. You know? I tried being a writer, but...I hate what I write. And I tried taking pictures, but they're so mediocre, you know.Every girl goes through a photography phase. You know, like horses?I'm not worried about you. Keep writing.But I'm so mean.Mean's okay.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Quando acordava, você era a primeira coisa que me vinha à cabeça. Sentia o coração apertado, o corpo doía, me faltava o ar. Durante o dia, seu nome, seu rosto, sua voz, seu cabelo, seu corpo e seu cheiro me atormentavam. Estavam sempre presentes. Quando alguém dizia algo engraçado, eu conseguia rir. Mas em um segundo ou dois eu pensava em você e meus olhos perdiam o brilho do riso. À noite eu chorava. Antes de dormir, só conseguia pensar em você e torcer para que no dia seguinte conseguisse pensar menos. E torcia para que você pensasse em mim. Durante o sono, eu sonhava com você. Nos sonhos eu sempre me sentia perdida e infeliz, como se tivesse perdido o último trem para o lugar onde minha vida daria certo e não tivesse dinheiro para comprar um bilhete para qualquer outro lugar e fosse obrigada a continuar ali, onde as horas passavam em câmera lenta e eu tinha que aguentar tudo sozinha. Acordava no meio da noite e percebia que a realidade não estava muito distante do sonho. Me distraía alguns minutos pensando em Waking Life, seu filme favorito. Sonho e realidade se misturavam. E o sentido da vida? Eu me sentia tão perdida. Lembrava de um artigo que havido lido sobre pensamentos. Um pesquisador escreveu que quando se pensa muito em alguém, a pessoa pensa em você também. Eu pensava tanto em você. Quis saber o que você pensava quando meu nome, meu rosto, minha voz, meu cabelo e meu cheiro passavam pela sua cabeça. E o tempo passava em câmera lenta.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
"Subitamente minha perspectiva pareceu se ampliar e eu me vi em pleno espaço, olhando o mundo lá do alto. Consegui ver milhões e milhões de pessoas, todas com suas vidas encaixadinhas; então eu me vi na multidão; perdera meu lugar no universo. Os espaços haviam sido preenchidos e eu ficara de fora, sem lugar onde pudesse me encaixar."
Marian Keyes
Marian Keyes
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
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