terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Quando acordava, você era a primeira coisa que me vinha à cabeça. Sentia o coração apertado, o corpo doía, me faltava o ar. Durante o dia, seu nome, seu rosto, sua voz, seu cabelo, seu corpo e seu cheiro me atormentavam. Estavam sempre presentes. Quando alguém dizia algo engraçado, eu conseguia rir. Mas em um segundo ou dois eu pensava em você e meus olhos perdiam o brilho do riso. À noite eu chorava. Antes de dormir, só conseguia pensar em você e torcer para que no dia seguinte conseguisse pensar menos. E torcia para que você pensasse em mim. Durante o sono, eu sonhava com você. Nos sonhos eu sempre me sentia perdida e infeliz, como se tivesse perdido o último trem para o lugar onde minha vida daria certo e não tivesse dinheiro para comprar um bilhete para qualquer outro lugar e fosse obrigada a continuar ali, onde as horas passavam em câmera lenta e eu tinha que aguentar tudo sozinha. Acordava no meio da noite e percebia que a realidade não estava muito distante do sonho. Me distraía alguns minutos pensando em Waking Life, seu filme favorito. Sonho e realidade se misturavam. E o sentido da vida? Eu me sentia tão perdida. Lembrava de um artigo que havido lido sobre pensamentos. Um pesquisador escreveu que quando se pensa muito em alguém, a pessoa pensa em você também. Eu pensava tanto em você. Quis saber o que você pensava quando meu nome, meu rosto, minha voz, meu cabelo e meu cheiro passavam pela sua cabeça. E o tempo passava em câmera lenta. 

This too shall pass

 Eu nao sei sentir a tristeza. Quando ela chega, nem percebo que o que estou sentindo é tristeza. Quando tento identificar o que estou senti...