Era uma dessas garotas que apesar de nunca se acharem boas o suficiente às vezes se julgavam melhores que as outras pessoas. Constantemente sentia-se inferior. Mas, de certa forma, superior. Mas não se tratava de pesos ou reais ou medidas ou peneiras. Só sabia que não era um quadrado. Andava pelas ruas sentindo-se satisfeita por não estar pensando nas mesmas coisas corriqueiras que as outras pessoas pensavam enquanto andavam pelas mesmas ruas. A tristeza, porém, sempre estava presente. Nunca seria como as outras pessoas. Fantasiava sobre como seria ser normal. Aceitar o que lhe é dado, nunca olhar para os lados, ter sonhos que coubessem no bolso. Sentia-se infeliz por constatar que nunca conseguiria ser completamente feliz, mas sentia-se feliz por ser capaz de fazer essa constatação embora não soubesse o que fazer com ela. Sonhava com grandes amores, grandes viagens, grandes realizações. Nada que mudasse a vida de muitas pessoas além de sua própria. Nas entrelinhas, entre uma cena e outra, estavam as Outras Pessoas. As pessoas que ela nunca saberia como se sentiriam. Mas que nunca conseguia esquecer. As pessoas que eram números ou meros figurantes. Ela própria fazia parte de números que eram somados sem sua permissão pois na vida não tinha peso nenhum. Também era figurante de outras histórias. Tantas histórias. Queria ouvi-las todas. Conhecer todas essas pessoas, todos os sonhos. Queria sentir todo o amor do mundo. Sonhava que ninguém nunca mais passaria fome, frio ou sede. Que ninguém jamais ficasse carente de amor. Que as pessoas ajudassem umas às outras. Mas tinha tanto ódio no mundo... Ah, o mundo. Ninguém sabe como começou, ninguém entende como tudo chegou à esse ponto e nem o que acontecerá em seguida. Ela queria entender... às vezes. Porque em outras, ela só queria ser feliz. Era uma dessas garotas que só queria ser feliz, sabe?
segunda-feira, 21 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
20 anos blues
You really got a hold on me. Mãos dadas. Escuro. Um beijo. Samba tocando. Calor. Ritmo gostoso. Abraço. Dança. Suor escorrendo pelo pescoço. Assopros. Hm, é melhor que ventilador. Mais assopros. Beijos. Sem fôlego. Suor. Beijo na testa. Beijo na bochecha. Beijo nos olhos. Beijo no queixo. Beijo na boca. Beijo no pescoço. Vou pedir pra você ficar, vou pedir pra você me amar. Eu te amo, eu te quero bem. Todo mundo cantando junto. Abraço. Assopro. Beijo. Falta de ar. Mecha de cabelo grudada no rosto. Sorriso. Coração batendo feliz.
quinta-feira, 1 de março de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
But I'm so mean
The more you know who you are, and what you want, the less you let... things upset you.
Yeah. I just don't know what I'm supposed to be. You know? I tried being a writer, but...I hate what I write. And I tried taking pictures, but they're so mediocre, you know.Every girl goes through a photography phase. You know, like horses?I'm not worried about you. Keep writing.But I'm so mean.Mean's okay.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Quando acordava, você era a primeira coisa que me vinha à cabeça. Sentia o coração apertado, o corpo doía, me faltava o ar. Durante o dia, seu nome, seu rosto, sua voz, seu cabelo, seu corpo e seu cheiro me atormentavam. Estavam sempre presentes. Quando alguém dizia algo engraçado, eu conseguia rir. Mas em um segundo ou dois eu pensava em você e meus olhos perdiam o brilho do riso. À noite eu chorava. Antes de dormir, só conseguia pensar em você e torcer para que no dia seguinte conseguisse pensar menos. E torcia para que você pensasse em mim. Durante o sono, eu sonhava com você. Nos sonhos eu sempre me sentia perdida e infeliz, como se tivesse perdido o último trem para o lugar onde minha vida daria certo e não tivesse dinheiro para comprar um bilhete para qualquer outro lugar e fosse obrigada a continuar ali, onde as horas passavam em câmera lenta e eu tinha que aguentar tudo sozinha. Acordava no meio da noite e percebia que a realidade não estava muito distante do sonho. Me distraía alguns minutos pensando em Waking Life, seu filme favorito. Sonho e realidade se misturavam. E o sentido da vida? Eu me sentia tão perdida. Lembrava de um artigo que havido lido sobre pensamentos. Um pesquisador escreveu que quando se pensa muito em alguém, a pessoa pensa em você também. Eu pensava tanto em você. Quis saber o que você pensava quando meu nome, meu rosto, minha voz, meu cabelo e meu cheiro passavam pela sua cabeça. E o tempo passava em câmera lenta.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
"Subitamente minha perspectiva pareceu se ampliar e eu me vi em pleno espaço, olhando o mundo lá do alto. Consegui ver milhões e milhões de pessoas, todas com suas vidas encaixadinhas; então eu me vi na multidão; perdera meu lugar no universo. Os espaços haviam sido preenchidos e eu ficara de fora, sem lugar onde pudesse me encaixar."
Marian Keyes
Marian Keyes
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Janeiro, sorrio numa roda de amigos numa pista de dança ao som de Bob Marley e sinto o coração batendo feliz.
Fevereiro, pouso para uma foto no carnaval em Antonina e noto que estou um pouco corada.
Março, recebo flores de alguém querido e tento ver o lado positivo das coisas no dia-a-dia.
Abril, passo tardes e noites fumando e conversando com a Carlota.
Maio, a chuva cai lá fora mas estou quentinha e segura assistindo O Fabuloso Destino de Amélie Poulain debaixo das cobertas pensando em como o amor é bonito.
Junho, compro meias de animais engraçadas para ficar em casa e enfrentar o inverno e compro livros novos. Assisto Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças.
Julho, viajo para algum lugar novo. Digo au revoir para a Carlota, choro no aeroporto e um avião decola.
Agosto, faço novos amigos, vejo rostos novos na universidade, penso no que estarei fazendo quando for agosto de novo.
Setembro, sinto o coração apertado de saudade.
Outubro, meus cabelos ao vento numa viagem de carro ouvindo músicas agradáveis e me sentindo bem.
Novembro, fico quase louca com os trabalhos da universidade e decido o que fazer da vida. O que fazer da vida no próximo ano, pelo menos.
Dezembro, fico bêbada quase todos os dias e assisto o nascer do sol da praia. Viajo.
Fevereiro, pouso para uma foto no carnaval em Antonina e noto que estou um pouco corada.
Março, recebo flores de alguém querido e tento ver o lado positivo das coisas no dia-a-dia.
Abril, passo tardes e noites fumando e conversando com a Carlota.
Maio, a chuva cai lá fora mas estou quentinha e segura assistindo O Fabuloso Destino de Amélie Poulain debaixo das cobertas pensando em como o amor é bonito.
Junho, compro meias de animais engraçadas para ficar em casa e enfrentar o inverno e compro livros novos. Assisto Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças.
Julho, viajo para algum lugar novo. Digo au revoir para a Carlota, choro no aeroporto e um avião decola.
Agosto, faço novos amigos, vejo rostos novos na universidade, penso no que estarei fazendo quando for agosto de novo.
Setembro, sinto o coração apertado de saudade.
Outubro, meus cabelos ao vento numa viagem de carro ouvindo músicas agradáveis e me sentindo bem.
Novembro, fico quase louca com os trabalhos da universidade e decido o que fazer da vida. O que fazer da vida no próximo ano, pelo menos.
Dezembro, fico bêbada quase todos os dias e assisto o nascer do sol da praia. Viajo.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Ela estava na janela olhando a cidade. A boca ressecada de tantos cigarros que andava fumando, olheiras fundas de tantas noites mal dormidas, cabelos desgrenhados precisando de um corte. Era noite. Sentia o vento brincando com seus cabelos e pensou que daria uma boa cena ela ali, fumando, triste, com os cabelos voando e uma música dessas que tocam o coração tocando ao fundo sem nem saber o que estava sentindo. Pura poesia. Notas musicais. Sensações. Talvez Stella estivesse se sentindo como ela na noite em que resolveu nadar. She broke away, broke away. Provavelmente havia mais desespero que confusão no coração de Stella. Terminou o cigarro, fechou a janela e foi se ocupar com coisas triviais tentando não pensar em poesia, notas musicais e sensações. Mas as luzes da cidade estavam tão bonitas.
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