segunda-feira, 4 de março de 2013

Para Clément

O maior motivo de eu gostar tanto de usar a internet é que de tempos em tempos acabo encontrando coisas muito bonitas e encantadoras. Pode ser uma foto, um texto, uma ideia, um amigo, um livro, uma música. Eu encontro uma coisa bonita e me sinto tão bem, tão inspirada. Como se, de repente, eu soubesse quem eu sou. Uma vez li uma frase que dizia que nós somos um amontoado de coisas, o que nós gostamos, o que nos faz sentir bem, mal, excitados, os livros que a gente ama, as músicas que nos fazem ficar arrepiados. E sinto como se, quando eu encontrasse essas coisas bonitas com as quais me identifico, eu fosse descobrindo quem sou, quem quero ser, como me expressar ou pelo menos com o que me emocionar. A sensação de encontrar um texto que diz exatamente o que sinto ou penso é maravilhosa. É ótimo ler esses textos, ouvir essas músicas, falar com pessoas parecidas com você, mesmo que morem do outro lado do mundo, e perceber que não estou sozinha. Que existem bilhões de pessoas com bilhões de necessidades e bilhões de razões pra continuar seguindo em frente. Sempre que me sinto pra baixo, penso em todas as pessoas incríveis que posso encontrar pelas esquinas da vida se eu continuar. Então eu continuo.
Um dos textos com os quais já me identifiquei muito é do Bukowski. Ele diz que o amor é uma espécie de preconceito. Que a gente ama o que precisa, o que faz sentir bem, o que é conveniente. Ele pergunta como podemos dizer que amamos uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que amaríamos mais se conhecêssemos? Mas a gente nunca conhece. Isso faz todo o sentido do mundo. Quando paro pra pensar nas relações de "amor" em minha volta, vejo que as pessoas amam o que precisam, o que as fazem sentir bem, o que é conveniente. Então paro pra pensar em minhas próprias relações de amor e vejo algo que não queria ver. Bukowski tinha razão. Ele estava certo, e todos nós sabemos disso.
Tendo isso em mente, algumas pessoas resolvem fazer mudanças, assim como eu resolvi. E é por isso que tô te escrevendo isso. Quando você apareceu na minha vida eu nunca imaginaria que você ia se tornar essa coisa grande e importante que você se tornou. Como Caio Fernando Abreu escreveu, você chegou pequenininho e acabou crescendo e ocupando a casa inteira. Antes de você entrar por aquela porta, eu tinha decidido que só ia entrar na minha vida e no meu coração quem eu realmente sentisse que podia amar. Eu não queria tapar buracos, substituir pessoas ou ter alguém com quem passar meu tempo livre. Então você me olhou com seus olhos grandes e lindos com carinho e eu senti que talvez pudesse entrar nesse barco, mesmo que ele estivesse furado. 

O tempo passou e enquanto ele se arrastava, eu nunca deixei de te amar. Sempre tive a noção de que existem outras 7 bilhões de pessoas no mundo e que pelo menos 10 mil delas poderiam me fazer muito feliz, caso eu as encontrasse, mas isso não tinha importância, porque quando eu acordava era em você que eu pensava, quando eu deitava pra dormir era você que eu desejava que aparecesse do nada e me abraçasse e falasse palavras de amor no meu ouvido. Sempre mantive o pensamento de que eu não ficaria com você porque seria mais fácil, mais confortável. Até porque não era. Você sabe tão bem quanto eu como foi difícil.
Eu só queria te dizer que não quero estar com ninguém simplesmente porque é fácil e confortável e que se um dia você sentir que a única razão de você estar comigo é costume ou algo do gênero, eu prefiro ficar sem ninguém. Porque não seria justo comigo e nem contigo. Existem 7 bilhões de pessoas nessa ilha. Tem muitas coisas que a gente pode fazer, muitas pessoas que podemos encontrar e muitos lugares que podemos conhecer. E não quero nada menos do que amor de verdade pra mim ou pra você.
Enquanto pudermos oferecer isso um para o outro, vamos estar muito bem, assim como estamos agora. Nós temos nossos desentendimentos, mas isso é tão normal quando a gente gosta de alguém tanto quando gostamos um do outro. Eu sei que isso não ficou nem um pouco claro, mas espero que você tenha entendido que essa é minha forma de dizer que te amo muito, me importo contigo, to com você porque realmente te amo e quero sempre que você pense nas possibilidades maravilhosas que temos pra viver, juntos ou separados. 
Se eu digo que te amo, é porque eu realmente quero dizer isso.
Se eu to contigo, é porque realmente te amo e sei que podemos ser felizes juntos.

Talvez você seja uma das minhas 10 mil pessoas. E "diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você."

Je t'aime.
Pare de me stalkear, Clément.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Eu sempre tive a necessidade de saber o quem eu sou, de me encaixar em algum lugar na minha cabeça. Não tinha nada mais aterrorizante que parar pra pensar nas coisas e não ter onde me encaixar, não ter um passado pra contar, uma pessoa pra ligar, um futuro pra sonhar. Eu precisava dessa segurança. 
Há anos atrás, eu era a namorada de fulano. Eu estava com ele e me sentia bem. Quando acabou, comecei a me perguntar o quem eu era. Era Ana. Que Ana? A Ana que estuda em tal colégio. A Ana sem um plano pro futuro. A Ana sem emprego, sem colo, sem canudo, sem amigos, sem nada. O tempo passou e eu era a Ana lutando por um lugar no mundo. Depois fui a Ana fracassada. Então fui a Ana estudante de serviço social. Parti pra namorada de ciclano. Não queria mais aquela rotina pra mim, não sabia o que fazer com a minha vida, acho que nunca vou saber, então larguei tudo e minha nova rotina passou a ser fazer planos com e sobre ele, pensar nele, conversar com ele. Eram apenas sonhos. 
Eu vivia no mundo da lua com um botão repeat no lugar do cérebro e fazia tudo em piloto automático  Achava que era feliz. Talvez fosse. Agora vejo as coisas com olhos diferentes, mas continuo sem ter meu lugar no mundo, sou a Ana de nada. 
A gente vive a vida sendo rasos, pensando em problemas inexistentes, atrás de maus orgasmos, desejando uma cerveja no fim da semana pra estar lá desejando estar em casa, e quando acontece alguma coisa que acorda a gente e faz a gente mergulhar e ver como os problemas são outros, que o que a gente ouviu foi mentira e que nada estava certo é que a gente vê como é fraco. Que a esperança vem só pra depois ir embora. Que não adianta se apaixonar e ficar feliz e sonhar com um futuro bom quando a outra pessoa é ainda mais rasa que você e tem o coração leviano. A gente não é nem enganado, a gente se engana. Então a gente vive dentro de uma bolha crente de que é aquilo o que a gente quer, que era aquilo o que a gente buscava e que com aquilo nós seremos felizes. Mas a bolha estoura e a verdade é jogada na cara da gente. 
Nada faz sentido.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Os anos se passam e não deixam marcas. Me olho no espelho e me vejo diferente, mais velha. Mas com nada a acrescentar. Nenhuma história, nenhuma aventura. Não fiz nada do que queria fazer. Não planejei. Não tive coragem. Usei desculpas. Aprendi que o tempo passa e não espera ninguém, que fazer uma viagem vale mais que comprar roupas, que não tem nada de errado em usar calça jeans com chinelos e mostrar meus pés feios. Percebi que as pessoas mudam e os colegas fazem falta para tomar uma cerveja no fim do dia, mas que os amigos de verdade pra quem a gente corre moram do outro lado do mundo e é necessário sempre manter contato. Fiquei sabendo que a pessoa que mais pensou em mim e mais quis meu bem foi a que nunca me ligou. Finalmente aceitei que as coisas nunca serão como eu quero, que nunca vou ter a aparência que desejo e que quando eu finalmente conseguir subir aquela montanha para ter uma vista de tirar o ar vou reclamar de como estou cansada, ou que quando eu finalmente conseguir ir àquele show inesquecível vou reclamar dos meus pés doloridos, do calor e me preocupar com a passagem de volta pra casa. Porque geralmente tudo o que eu quero é estar de volta e me enfiar embaixo das cobertas. Acreditei que ia fazer tudo amanhã, semana que vem, mês que vem. E não fiz. E mais anos passaram. Acho que perdi minha chance. Mas outras virão. Vou tentar mudar. Juntar dinheiro. Aprender outros idiomas. Ver coisas bonitas que vão me deixar sem ar e trazer lágrimas aos meus olhos. Trabalhar. Fazer planos. Não adiar. Não arrumar desculpas. Ser a senhora do meu próprio destino. Começo amanhã. Ou semana que vem. Ou mês que vem. Sei lá. 
Dentre tantas coisas que posso e quero fazer durante minha vida, todas as pessoas que conheci e esqueci, todos os sonhos que tive e todas as desculpas que usei para não realizá-los, todas as vezes que percebi que havia sentimentos ruins e injustos em mim e tentei mudar, está meu ódio por você. Se trata de um ódio irracional e que não consigo jogar fora, é como se ele estivesse enraizado em mim, é um ódio que eu sei que é errado, mas que não consigo deixar de sentir. Logo eu, que nunca odiei ninguém, nem quem me fez mal, nem quem mereceu. Eu apenas me preocupava com a minha vida e tentava fazer o melhor que eu podia fazer, então você apareceu e meu maxilar e meus punhos se fecharam. É um ódio que me faz querer te xingar sem nem saber muitas coisas sobre você, é um ódio que me faz desprezar todas as coisas que você faz, é um ódio que me faz desejar que você nunca saia do lugar. É um ódio terrível, que faz mal pra mim e não faz pra você, o que me faz ter ainda mais ódio de você. Ódio do que você faz, do que você escreve, de onde você vai, do chão que você pisa, dos seus sapatos, do que você estuda, das bocas que você beija, do seu cabelo, das suas roupas, do seu corpo, dos seus olhos, da sua casa, das suas lembranças, das suas unhas, dos seus pensamentos, do seu jeito de cantar. Tenho ódio das coisas que você tem e eu não tenho, ódio das coisas que você não tem e eu tenho. Ódio das lembranças e do vínculo que você tem com a pessoa que eu amo, ódio de ter havido sua presença em uma cama que eu deitei e ouvi alguém dizer que me amava. Ódio do seu jeito leviano, de como você ama alguém diferente a cada três meses, de como você consegue ser vazia. Ódio de mim por te odiar, por não conseguir esquecer.

A gente passa vida inteira guardando mágoas e antes que a gente perceba, acabamos colocando o objeto de ódio em um poço no nosso porão. Mas manter alguém preso em um poço imaginário no porão consome energia, tempo e quando a gente percebe a gente teve que parar de viver só pra fazer alguém que nos magoou infeliz. Eu tento tirar você do meu poço, mas não consigo. Eu tento cobrir o poço, encher ele com terra, jogar uma escada pra você sair e pedir pra você ficar longe de mim. Mas meu ódio não deixa. Eu vejo as coisas que você tem e eu não. As lembranças que você carrega. A mágoa que você implantou no meu peito, mesmo sem ter culpa. E decido te afogar no poço e deixar seu corpo lá pra sempre. Então vejo que se eu te afogar, estarei afogando a mim mesma. E tento te tirar do poço de novo.
Um dia eu consigo. 




sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tanto tempo passou e mesmo assim você cruza minha mente de vez em quando. Assim mesmo, sem vírgulas. Vejo meu passado parar do meu lado numa esquina enquanto espero o sinal fechar para eu poder continuar andando com meu turbilhão de pensamentos. Lembro de você com as coisas mais estranhas, vendo um CD velho jogado na rua, um tênis no pé de alguém enquanto ando com a cabeça baixa ou um corredor de supermercado. Desde que colocamos um ponto final na nossa história, nunca mais te vi. Não lembro mais do brilho dos seus olhos, de seu jeito de sorrir, seu jeito de falar, do seu queixo, das suas costas. Alguns diriam que eu te esqueci. Que não te amo mais. Que nunca amei. Eu te amei. Te amei da maneira errada que eu podia amar, te amei durante anos, te amei de um jeito tão errado que esse amor me impediu de amadurecer e de ver quando era hora de desistir. Mas eu te amei. Meus olhos choravam, e eu já não via, meu coração ressecou e você abandonou os cacos. 
O que mais me dói é que não consigo me lembrar dos momentos de amor. Não consigo lembrar se era tão bom quanto eu achava que era. Só lembro de momentos aleatórios, de uma manhã fria de domingo que saí sozinha dar uma volta com um casaco horrível uma bota horrível me sentindo horrível e sabendo que tava tudo errado, de uma noite em que deitei sozinha, de um dia que você não quis me mostrar seu quarto novo pela webcam, do seu olhar vago olhando tudo, menos meus olhos, da sua covardia, de um sentimento muito ruim que sempre me acompanhava e que me fazia sentir tão grande, tão gorda, tão burra, tão pobre pra você e que você nunca entendia, do meu medo de sair de casa, dos sacrifícios que fiz por você, da pessoa boa que tentei ser e você não me deixou, do meu choro desesperado e de você não se importando. Da sua falta de consideração.
Queria poder lembrar de alguma coisa bonita. 
Mas agora já não sei se teve algo tão bonito assim.
Mas acho que teve. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Cala a boca, me ouve. 
Lembra de quando eu te disse o que aconteceu no passado era foi demais pra gente ter um futuro? 
Eu tava errada. 
Mudei de opinião. 
Então me pego pensando em como será a nossa vida quando eu chegar aí, ou quando você voltar.
Noite após noite, eu deito e sonho. 
Todos os dias, eu vivo e sonho. 
Momento após momento, eu amo e sonho. 
Ontem a saudade me doeu. 
Na cama, deitada, tudo me doeu. 
Tudo me pareceu errado. 
A vida me parecia errada. 
Na vida certa, você estaria aqui comigo.
Do meu lado. 
Ouvindo música, comendo uma besteira qualquer e falando sobre qualquer coisa.
No futuro, isso vai acontecer de novo. 
Vai demorar, mas vai acontecer.
A nossa relação vai seguir em frente. 
Rodaremos na roda-gigante de Lyon enquanto te digo que seu nariz tá gelado. 
O verão vai chegar e nós vamos viajar.
Durante a noite, vamos ver as estrelas com as mãos entrelaçadas.
Amar você, meu amor, é como um sonho. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Chuva. Café. Fim de tarde. Bolo quentinho. Bolinho de chuva. Canela em pó. Botas molhadas ao lado da porta. Cabelos molhados na cozinha. Boca rosada tomando café. Olhos brilhantes. Escure. Sofá. Cobertor. Your hair smells so good. Je voudrais un baiser maintenant. Minha gata. Meu amor.
Tire tudo o que há de ruim de mim
Arranque pela raiz 
Pois toda terra destruída pelo ódio
Pela angústia
Pela inveja
Pelo sofrimento
Pela mágoa
Pode se transformar em algo belo

Toda terra pode ser arada
E se feito de bom coração
Toda terra pode se transformar no paraíso

O amor verdadeiro há de trazer
Todo o sol 
Toda a chuva
Todas as flores
Todos os amores
Que a esperança já sonhou em ter

Plante tudo o que você já viu de lindo
Nessa vida
Plante suas raízes nesse chão

Essa terra tem plantação de coisas boas
Nessa terra sentimentos bons nascem em árvores
Minhas lágrimas se transformaram em lagos
Que brilham com a luz do sol no meio da tarde

Sol que aquece
Sol que envolve
Sol que cuida

Vejo suas raízes nessa terra
Porque você veio pra ficar

Minhas mágoas não usam mais boias
Veja, agora elas se afogam
No lago de antigas lágrimas

Você veio pra ficar

Envy. Jealousy. Hate. Sorrow. 

It has never made any good in this world. 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Pensamos a mesma coisa em línguas diferentes.

Janeiro, você sorri no meio de uma multidão esperando eu chegar até você, assistimos filmes e tomamos vinho. Usamos meias debaixo das cobertas e você me observa enquanto durmo.
Fevereiro, a chuva gelada cai lá fora enquanto nós estamos seguros e quentinhos conversando sobre qualquer coisa enquanto penso em como sou sortuda por ter você do meu lado.
Março, você diz que me ama no meu aniversário, tapa meus olhos e me dá flores. Te faço nescau quentinho e te beijo na testa. Te compro uma pizza no seu aniversário, coloco 21 velinhas em cima e me desculpo dizendo que é mais fácil comprar uma pizza que fazer um bolo (e que você não gosta tanto assim de doce e que é difícil fazer um recheio bom sem leite condensado e que a culpa de você receber uma pizza de aniversário e não um bolo é da França que não vende leite condensado e não minha).
Abril, vamos ao parque, as flores devem ter começado a florir, tiramos fotos sob a luz do sol e em alguns anos será possível ver o quanto eu te amava só de olhar para as fotografias.
Maio, tem sol e o mundo agora é colorido. Andamos de mãos dadas e você me mostra lugares bonitos.
Junho, fazemos uma capirinha night, ficamos bêbados e saímos ver gente jovem, luzes e ouvir música ao vivo. Eu te observo enquanto caminhamos cambaleantes pelas ruas de Lyon pensando em como sou feliz quando estou contigo. Te abraço, coloco minha cabeça no seu ombro e sinto seu cheiro.
Julho, viajamos juntos, ficamos bêbados quase todos os dias durante a viagem, vamos para a praia à noite observar as estrelas e o mar. Você me traz pra mais perto e sinto a sua respiração na minha nuca. Te acordo com beijos.
Agosto, você me diz coisas que nunca disse antes. Vamos ao supermercado comprar suprimentos pra um fim de semana cheio de porcarias, vídeo game e amor.
Setembro, compro alguma coisa a caminho da sua casa porque pensei que talvez você pudesse gostar e você me recebe na porta com um grande sorriso.  
Outubro, vamos ao cinema e reclamo que o frio tá voltando, você me leva passear no parque e vemos o outono chegando.
Novembro, estamos deitados lendo e paro de ler por um momento pra te observar. Penso em como nos conhecemos e que se alguém me dissesse naquela noite o que aconteceria conosco eu não acreditaria. Minha mente viaja pensando no filme Back to the future e começo a rir. Você me olha e pergunta o que foi. Eu respondo que nada e sorrio pra você.
Dezembro, você posa para uma fotografia sorrindo pra mim entre montanhas e montanhas de neve. Me ensina a dizer neve em alemão e eu pergunto se você já comeu neve ou mijou em cima. E se já se perguntou se alguém tinha mijado na neve que você comeu. Você me chama de besta. Eu reclamo do seu nariz gelado, digo que nesse ano que vem vou definitivamente aprender a tricotar pra fazer uma toca pra ele e que vou fazer um suéter combinando. Você me abraça e quando acho que vai me beijar e dizer que me ama, me lambe o rosto e me chama de abobada. Eu sinto uma necessidade louca de dizer que te amo muito... Então eu digo.

terça-feira, 22 de maio de 2012


Eu escrevo e te conto o que eu vi.
E me mostro de lá pra você.

Guarde um sonho bom pra mim.
Mas se amo os teus pés, é só porque andaram sobre a terra e sobre o vento e sobre a água, até me encontrarem.
The more you know who you are, and what you want, the less you let... things upset you.
Yeah. I just don't know what I supposed to be, you know? I tried being a writer, but I hate what I write. And I tried taking pictures, but they're so mediocre, you know. Every girl goes through a photography phase. You know, like horses.
I'm not worried about you. Keep writing.
But I'm so mean.
Mean's ok.

This too shall pass

 Eu nao sei sentir a tristeza. Quando ela chega, nem percebo que o que estou sentindo é tristeza. Quando tento identificar o que estou senti...